OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

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OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS É SEXTA-FEITA 1. Na terceira vigília da noite (entre 00h e 3h) da sexta-feira, Jesus é levado preso ao sumo-sacerdote Anás sogro de Caifás (Jo 18:19–23), que depois o conduz ao próprio genro (Jo 18:24). Algumas horas antes (aprox. 22h da quinta-feira), Jesus havia vivido um momento agonizante no jardim do Getsêmani, onde a tensão era tão grande que ele exclamou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Nesse momento “suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44). Em seguida, acontece o momento da traição por parte do “filho da perdição” — Judas (aprox. 23h da quinta-feira), ao qual, o trai por trinta moedas de prata, então, Jesus é preso (aprox. 00h). 2. Estando-os na terceira vigília da noite, cumpre-se então o que Jesus havia profetizado a Pedro, que o nega três vezes e se arrepende amargamente. O fato de os oficiais do templo zombarem de Jesus como relata o evangelho de...





CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESPÍSTOLA A FILEMON


1. A CIDADE DE COLOSSOS

Não se sabe quando foi fundada, mas sabemos que já no tempo de "Assuero", rei da Pérsia (485-465 a.C), ela era uma comunidade próspera. Colossos se manteve como uma cidade grandiosa por muito tempo, até ser ameaçada e finalmente ultrapassada pelas cidades vizinhas, Laodicéia e Hierápolis. Duas gerações antes o apóstolo Paulo escrever a carta aos colossenses, o historiador grego Strabo, a caracterizou como "uma cidade pequena".

Das três cidades que ficavam situadas no vale do rio Lico, apenas Colossos não possuí grandes ruínas nos dias de hoje. É maravilho pensar que a tão importante epístola aos Colossenses tenha sido enviada a uma igreja situada numa cidade, já insignificante nos dias de Paulo e, provavelmente, pequena me número de membros. O que pode parecer pequeno aos olhos do homem é com frequência grande e importante aos olhos de Deus.

2. O REAL PROPÓSITO DA CARTA DE PAULO A FILEMOM

O apóstolo Paulo estava em seu primeiro cativeiro romano, quando escreveu Colossenses, Filemom, Éfésios e Filipenses. Filemom era uma das colunas da igreja de Colossos. Ele amava ao Senhor e aos irmãos, e havia dado concreta evidência deste fato vez após outra (Fm 7). Ele era filho espiritual de Paulo, pois, direta ou indiretamente, Deus o havia usado para transformá-lo (veja Fm 19). Sua nova vida não havia afetado somente a si, mas também a de sua família. Considera-se provável que Afia fosse sua esposa e Arquipo o filho dos dois. Amigos que haviam aceitado ao Senhor se reuniam regularmente em casa para prestar culto (Fm 2). Na ausência de Epafras, Arquipo provavelmente teria a responsabilidade de dirigir a reunião (Cl 4.17). Ele pode ter sido um jovem que, como Timóteo, necessitasse ser encorajado (cf. lTm 4.12). Ora, Onésimo era um dos escravos da casa de Filemom. Esse escravo fugiu, indo até Roma. Ali entrou em contato com Paulo. Assim como o Senhor havia abençoado anteriormente o trabalho do grande missionário no tocante ao coração do dono, também agora o abençoou no tocante ao coração do escravo. Ele se tomou tão querido para o apóstolo que Paulo o chama de “meu filho, a quem gerei entre algemas” (v. 10), “meu próprio coração (v. 12), “um irmão caríssimo, especialmente de mim, e com maior razão de ti, quer na carne, quer no Senhor” (v. 16), “fiel e amado irmão” (Cl 4.9). Com muita alegria Paulo teria conservado Onésimo junto de si como assistente, pois finalmente seu carácter havia feito jus ao seu nome. Relacionado a isso, leia Filemom 11 e note o jogo de palavras no sinonimo do nome do escravo: “Onésimo, que antes te foi inútil, mas agora é útil para ambos, tu e eu”. Mas Paulo não julga correto manter Onésimo em Roma. Ele decide mandá-lo de volta ao seu senhor com um pedido colocado de maneira muito cuidadosa e educada, para que este o receba como alguém que não é mais meramente um escravo, e, sim, um irmão amado. Se ele, de algum modo, houvesse lesado o seu senhor, Paulo está pronto a assumir total responsabilidade pelo pagamento da dívida. Contanto inexcedível o grande apóstolo acrescenta: “sem falar que além do mais tu me deves a ti mesmo” (v. 19).

Paulo não ordena, apesar dele próprio dizer que tem o direito de fazê-lo; em vez disso, apela ao coração de Filemom (v.9). Ele está totalmente convencido de que este fará “até mais do que” lhe está sendo pedido (v.21). O apóstolo mantém esperança de ser solto de seu presente aprisionamento e espera que Filemom lhe “prepare um quarto de hóspedes” (v.22). É quase desnecessário acrescentar que, apesar desta epístola inspirada não condenar a instituição da escravatura com palavras, ataca seu espírito e transforma o escravo em um irmão amado. Assim, o propósito de Paulo, ao escrever Filemom, pode ser resumido da seguinte forma: 

1. Assegurar o perdão para Onésimo. 

2. Atacar o âmago da questão da escravatura, formulando um pedido tático para que se mostrasse amor a todos, inclusive aos escravos, de acordo com os preceitos de Cristo.

3. Providenciar para si um lugar para hospedagem após sua soltura da prisão. 
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MARTIN, RALPH P. Introdução e comentário; Colossenses e Filemon. São Paulo: 1º Ed. Série cultura bíblica - Editoras Vida Nova e Mundo Cristão, 1984.

HENDRIKSEN, WILLIAM. Comentátio do NT - 1 e 2 Tessalonicenses, Colossenses e Filemon. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

Por: Andrei Quintanilha. Administrador do Blog, bacharelando em Teologia pelo SETER.

Comentários

  1. Parabéns Andrei!

    A epístola a Filemom é realmente riquíssima, pois como bem observou o reformador Lutero, Paulo está se colocando no lugar de Onésimo como Cristo se colocou em nosso lugar, ou seja, verdadeira obra de mediação por uma fidedigna reconciliação. Lutero ainda conclui em seu comentário sobre o texto: "porque todos nós somos Onésimos".

    Assim, que todo cristão seja de fato um imitador de Cristo!

    Fraternalmente...

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    1. Eu que tenho que parabeniza-lo pelo rico comentário! Obrigado irmão!

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