OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

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OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS É SEXTA-FEITA 1. Na terceira vigília da noite (entre 00h e 3h) da sexta-feira, Jesus é levado preso ao sumo-sacerdote Anás sogro de Caifás (Jo 18:19–23), que depois o conduz ao próprio genro (Jo 18:24). Algumas horas antes (aprox. 22h da quinta-feira), Jesus havia vivido um momento agonizante no jardim do Getsêmani, onde a tensão era tão grande que ele exclamou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Nesse momento “suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44). Em seguida, acontece o momento da traição por parte do “filho da perdição” — Judas (aprox. 23h da quinta-feira), ao qual, o trai por trinta moedas de prata, então, Jesus é preso (aprox. 00h). 2. Estando-os na terceira vigília da noite, cumpre-se então o que Jesus havia profetizado a Pedro, que o nega três vezes e se arrepende amargamente. O fato de os oficiais do templo zombarem de Jesus como relata o evangelho de...

O moderno movimento de cura, o cessacionismo e a atualidade dos genuínos dons de cura da igreja primitiva.






O MODERNO MOVIMENTO DE CURA, O CESSACIONISMO E A ATUALIDADE DOS GENUÍNOS DONS DE CURA DA IGREJA PRIMITIVA.

Não é comum a ideia de alguém na igreja primitiva com todos os DONS DE CURAR à ponto de poder curar todas as doenças (tenho dúvidas até mesmo se todos os apóstolos tinham todos os dons de curar, apesar de passagens como; At 5.15, 16; 28.8,9, apontarem para tal), pois o que vemos em 1 Co 12.9 é o plural "dons de curar" que claramente aponta, que o Espírito desenvolve em diferentes cristãos a fé para orar por diferentes tipos de enfermidades. Apesar de não ser comum, não significa que uma pessoa não possa receber o dom para orar por qualquer tipo de enfermidade hoje.
O texto de Atos 8.7 parece indicar que nem todos foram curados, porém também pode indicar apenas um exemplo concreto das obras realizadas. De qualquer forma, essa "limitação" na operação desse dom específico, talvez mostre que a continuidade desse dom no presente não garante que todo indivíduo será curado de modo sobrenatural, embora Deus com frequência opere curas dramáticas (muitos relatados de missionários atestam esse fato) para suprir as necessidades de seus filhos ou para chamar a atenção para o evangelho que eles proclamam.
Eu acho muito estranho que esses "Tele-Evangelistas", reivindiquem que podem curar todas as doenças, e mais, que todas sejam fruto de ações diabólicas e que só não são curadas por falta fé suficiente, as duas últimas afirmações beiram o mais profundo absurdo (apesar de a fé ser evidentemente uma condição). O próprio Paulo que recebia do Espírito constantemente a manifestação do dom de curar, não curou por exemplo o seu companheiro Epafrodito (Fp 2.27) quando estava na prisão domiciliar em Roma, não curou Trófimo e também não curou o jovem Timóteo (provavelmente a recomendação medicinal de Paulo para Timóteo já era o bastante para o curar). Porém, esses casos também não apontam que o dom estava cessando, como muitos cessacionistas por inferência dizem, nem que era fruto de alguma ação demoníaca (como os tele-evangelistas alegam), muito menos que eles não foram curados por falta de fé.

No caso da inferência cessacionista, os seus teóricos não acham nada estranho o fato de um pouco antes de Paulo chegar a Roma, ele manifestou o dom de maravilha na ilha de Malta quando a serpente o picou e nada aconteceu de pior com ele, a ponto de acharem que ele era um deus, ou quando na mesma ilha o pai de Públio teve disenteria e febre e Paulo o curou. Ora, subitamente os dons que Paulo tinha cessaram? Ou será que Lucas como um historiador estava mais interessado em narrar o "milagre" o "espetacular" para atestar a autenticidade do apostolado e, é por isso, que só vemos de fato as implicações da manifestação desses dons nas cartas? Dessa forma, ao olhar para as cartas podemos observar não só a manifestação dos dons, bem como, a ordem para buscarmos os melhores. Concluo que 
há "um delírio exegético" por parte dos cessacionistas, na formulação de um argumento categórico para cessação dos dons nesses casos. Agora nos voltemos as alegações de falta de fé e ação demoníaca, por exemplo, o próprio Apóstolo Paulo passou por problemas com doença, doença que se prolongou o suficiente para que ele se mudasse de onde estava (Gl 4. 13,14). Provavelmente essa doença tenha sido malária, contraída nos pântanos das regiões baixas, levando-o a se mudar mais para o norte, para as terras altas em volta de Antioquia da Pisídia. Seja qual for a doença, Paulo não reflete nenhuma culpa por não ter sido curado de imediato: longe disso, ele viu essa situação como um arranjo providencial para levá-lo à região da Galácia, onde continuou a plantar igrejas. No caso dos seus companheiros, será que Paulo teve menos fé que os "deuses tele-evangelistas" para os curar? Ou ainda será que os companheiros de Paulo não tinha fé suficiente? De maneira alguma! Essas alegações são ridículas. Sobre todas as doenças decorrerem de ação demoníaca, depois de tudo que já foi tratado, acho que nem preciso dizer que esse pensamento sim, é demoníaco.
Para finalizar, no caso de Trófimo em Mileto que eu citei, é possível supor que Paulo tenha orado por ele, porém a cura não veio de forma instantânea (sobre curas não instantâneas falarei em outros posts), mas é apenas uma suposição, até porque de qualquer maneira o texto não diz que Paulo tentou o curar.
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D. A. CARSON. A manifestação do Espírito. - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo, 1º edição 2013.
KEENER, CRAIG S. O Espírito na igreja: o que a Bíblia ensina sobre os dons. - São Paulo: Vida Nova, 2018.
HORTON, STANLEY M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. - Casa Publicadora das Assembléias de Deus.

Por: Andrei Quintanilha. Administrador do blog, bacharelando em Teologia pelo SETER.

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