OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

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OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS É SEXTA-FEITA 1. Na terceira vigília da noite (entre 00h e 3h) da sexta-feira, Jesus é levado preso ao sumo-sacerdote Anás sogro de Caifás (Jo 18:19–23), que depois o conduz ao próprio genro (Jo 18:24). Algumas horas antes (aprox. 22h da quinta-feira), Jesus havia vivido um momento agonizante no jardim do Getsêmani, onde a tensão era tão grande que ele exclamou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Nesse momento “suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44). Em seguida, acontece o momento da traição por parte do “filho da perdição” — Judas (aprox. 23h da quinta-feira), ao qual, o trai por trinta moedas de prata, então, Jesus é preso (aprox. 00h). 2. Estando-os na terceira vigília da noite, cumpre-se então o que Jesus havia profetizado a Pedro, que o nega três vezes e se arrepende amargamente. O fato de os oficiais do templo zombarem de Jesus como relata o evangelho de...




COMENTÁRIO DO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS, CAPÍTULO 17.1-10.
Panorama: Versos 1-14, o Senhor explica a Jeremias e ao seu povo a gravidade e a magnitude do pecado que estão cometendo, e a apostasia generalizada. A profunda calamidade se aproxima por parte dos babilônicos.
O nome Jeremias significa “aquele a quem Jeová nomeou”. Ele foi nomeado profeta antes mesmo do seu nascimento (Jr 1.5), assim como, posteriormente, Paulo foi chamado “desde o ventre” de sua mãe (Gl 1.15,16). O ministério de Jeremias estendeu-se de 627 a.C., até depois da queda de Jerusalém, em 586 a.C., um período de aproximadamente cinquenta anos. Ele declarou que a sua mensagem era de juízo sobre Judá, por seus pecados vergonhosos e persistentes. O livro não está organizado em ordem cronológica, mas agrupado de acordo com assuntos: as atitudes de Deus com o seu povo (cap. 1-45); as atitudes de Deus com nações estrangeiras (caps. 46-51); e a destruição de Jerusalém e do Templo (cap.52)
Divisão e contexto: Este capítulo apresenta uma série de poemas ou oráculos separados em que nada comum os atravessa para formar uma unidade. O melhor que podemos dizer é que o capítulo apresenta materiais mistos. 1. A condição pecaminosa endurecida de Judá (vss. 1-4). 2. Um salmo de sortes contrastadas (vss. 5-8). 3. Uma declaração de sabedoria (vss. 9-10). 4. A transitoriedade das riquezas mal obtidas (vs. 11). 5. A grandeza do templo de Jerusalém (vs. 12). 6. Esperança, vergonha e destino (vs. 13). 7. Outro lamento e oração do profeta (vss. 14-18). 8. A observância do sábado (vss. 19-27).
Leitura e comentário (1-10).
1. A condição pecaminosa endurecida de Judá (vss. 1-4).
V.1 "O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro e com diamante pontiagudo, gravado na tábua do seu coração e nas pontas dos seus altares."
Comentário: A escrita de pecado em seus corações tem algumas verdades:
a) É uma clara sátira pelo hábito fixado de pecado no coração do povo, é um contraste com a lei escrita em tábuas de argila.
b) O ponteiro de ferro era usado para escrever em superfícies muito duras (cf Jó 19:24). A palavra traduzida como diamante, é sãmir em hebraico, que seria uma pedra desconhecida e impenetrável. O coração do povo é retratado como uma superfície muito dura, uma casca produzida pelo pecado, que só pode ter algo inscrito por algo tão duro quanto. Pontas [chifres] dos seus altares (ara) . Escavações em Israel revelaram altares com chifres em locais tais como Dã, Berseba e Arade. Em alguns deles, podem-se encontrar manchas de sangue mesmo depois de mais de 2.500 anos. Uma profanação ao altar do incenso que também possuía chifres.
V. 2 "Seus filhos se lembram dos seus altares e dos seus postes-ídolos junto às árvores frondosas, sobre os altos outeiros."
Comentário: Esse versículo traz algumas dificuldades de tradução do hebraico, mas pode ser traduzia assim: "Enquanto seus filhos festejam ao redor dos seus altares e dos seus postes-ídolos, ao lado de árvores frondosas,
sobre montes altos."
Isso implica que a idolatria do povo as representações da deusa cananita Aserá (postes-ídolos, em Hebraico Aserins), não só era uma má influência para as suas futuras gerações, mas os seus filhos já estavam também encharcados na idolatria. Montes altos (ba·móhth/palavra também geralmente associada a adoração e não somente há uma elevação). Era um pequeno monte ou uma colina aonde era erigido um santuários em que se perpetrava a idolatria, podiam ser encontrados não só nas colinas e nas montanhas, mas também nos vales, nos leitos de rios, nas cidades e sob as árvores (árvores frondosas). Eram aparelhados com altares para sacrifício, pedestais-incensários, postes sagrados, colunas sagradas e imagens entalhadas. Em muitos altos, havia homens e mulheres cuja função era a prostituição. Com frequência, os altos eram cenários de ritos licenciosos, inclusive de prostituição cerimonial e de sacrifícios de crianças.
V.3 "Ó monte do campo, os teus bens e todos os teus tesouros darei por presa, como também os teus altos por causa do pecado, em todos os teus territórios!"
Comentário: Jerusalém e outras cidades de Judá foram demolidas e saqueadas pelos babilónios. Os tesouros remanescentes do templo de Deus foram levados pelo exército de Nabucodonosor até a Babilônia. Até mesmo os centros de culto idólatra foram destruídos (Jr 15.13,14).
V.4 "Assim, por ti mesmo te privarás da tua herança que te dei, e far-te-ei servir os teus inimigos, na terra que não conheces; porque o fogo que acendeste na minha ira arderá para sempre."
Comentário: A terra prometida que tinha sido dada como herança a Israel, iria ser tirada das mãos deles pelos babilônicos, por causa de seus pecados. A babilônia era um povo desconhecido há Israel, por isso eles seriam escravizados em terras estranhas. Fogo. Pode ser uma referência tanto da eminente queima dos portões da cidade por parte de Nabucodonosor, como da futura irá de Deus sobre os rebeldes além da sepultura.
2. Um salmo de sortes contrastadas (vss. 5-8)
V.5 "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!"
Comentário: Maldito. Do hebraico ‘arar, que significa: amarrar, cercar com obstáculos, tornar impotente para resistir. Confiança completa em Deus era pré- requisito para a aliança, e aqui Jeremias está expressando um princípio geral, à luz do namoro periódico
de Judá com o Egito. Esse namoro desencadearia a invasão da babilônia, deixando povo sem saída e impotente (maldito. ‘arar). Que Confia no homem. Pode ser uma uma referência específica ao rei Zedequias, pois quando vassalo do rei babilônico, Depois de ter governado nove anos quebrou o juramento de fidelidade ao rei babilônico, e contrário à palavra de Jeová por meio do profeta Jeremias, rebelou-se contra Nabucodonosor, encorajado pelo novo faraó egípcio Apriés, que organizava uma expedição militar contra a Babilônia. Isso culminou na terceira e última expedição da babilônia à Judá e consequentemente a destruição da cidade. O povo por sua vez refletia a conduta de alianças contrárias a vontade de Deus. Além da idolatria por objetos feitos por mãos humanas, da submissão há um rei depravado, das alianças com povos pagãos, também confiavam mais em falsos profetas e falsos sacerdotes do que na palavra de Deus por meio de um verdadeiro profeta.
V.6 "Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável."
Comentário: Tamargueira ou arbusto solitário. Refere-se há uma pequena árvore medicinal de aparência rude, que vivia isolada no deserto e que “não verá quando vier o bem”. Suas raízes atrofiadas não penetram até o nível de água abaixo da superfície. O povo não poderia perde a figura aqui apresentada, não podia sair da memória do povo, pois se tivessem obedecido a Deus, eles teriam florescido como cedro v.8 e não viveriam destituídos do favor de Deus e não teriam essa aparência rude e desértica por causa dos seus pecados.
Na terra salgada e inabitável. Por gostarem de sal, as tamargueiras são mais comuns perto de oceanos e salinas.
V.7 "Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR."
Comentário: Em contraste com o homem do versículo anterior, temos o homem que confia no Senhor, que reside nas colinas bem regadas, é produtivo e feliz. A confiança no Senhor está totalmente ligado a obediência, pois quem deposita a sua fé em Deus, tem um coração voltado a obedecê-lo, fato que não estava acontecendo em Judá, o povo só se rebelava e desobedecia ao Senhor. Os versículos de 5-8 estão intrinsecamente ligados há Dt 11.26-28, que diz: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição:a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos
do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes." Estava posto diante do povo a condição de benção ou maldição, sendo que o povo quase sempre escolhia desobedecer ao Senhor, como consequência Deus trouxe juízo tanto para o reino do norte (Israel), como para o reino do Sul (Judá).
V.8 "Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto."
Comentário: Uma árvore estrategicamente situada perto de um rio tem o poder de espalhar suas raízes e assegurar a própria vida e produção, diferente da tamargueira do verso anterior. Quando o calor chegar, a árvore nada sentirá. Seus ramos estão cheios da seiva transmissora de vida. Suas folhas permanecem verdes, pois a fonte da vida e
stá nelas. Até mesmo uma seca prolongada não prejudicará aquela árvore, e ela não deixará de produzir frutos, mesmo em tempos adversos. Isso representa o homem que continua a confiar em Yahweh como a fonte originária de sua vida. Esse homem é uma án/ore verde, e não um arbusto ressecado do deserto (vs. 6). Ele se encontra em um solo fértil, e não em um campo salgado. Com base no Antigo Testamento, o homem que tem vida é aquele que guarda a lei de Moisés (ver Deu. 4.1; 5.33; 6.2; Eze. 20.1). Com base no Novo Testamento, o homem que tem vida é o aquele cheio do Espírito Santo. Esse homem, dotado de raízes profundas, conta com apoio e recursos ocultos. Ele não vive sozinho no mundo. Ao contrário, está em contato com o Ser divino.
3. Uma declaração de sabedoria (vss. 9-10).
V.9 "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?"
Comentário: A grande depravação para a qual Judá tinha afundado provavelmente sugere a declaração do vs. 9, que manifesta a total depravação do ser humano. Esse é um dos mais bem conhecidos versículos do livro, exatamente porque se tornou um texto de prova da depravação humana. O coração refere-se à mente, à fonte do pensamento, dos sentimentos e das atitudes. Ele pode trair uma pessoa em questões básicas com relação a realidade de Deus, Sua vontade e Sua Palavra. O coração pode contradizer a verdade. Ninguém pode compreender seu verdadeiro caráter, a não ser o próprio Deus, porque somente ele pode discernir a motivação e o raciocínio por trás dela. O Senhor pode conhecer o coração, porque só ele é capaz de esquadrinhar e provar a mente. Essa é uma declaração bastante poderosa a respeito do processo pelo qual Deus discerne o íntimo de uma pessoa. A justiça do Senhor fica evidente em todos os seus caminhos, dando às pessoas a recompensa justa por todos os seus caminhos e suas ações. Desesperadamente corrupto. O homem em seu estado de queda, o seu coração é inquieto, aflito, que deseja incansavelmente o pecado.
Quem o conhecerá ?
Essa resposta é dada no versículo seguinte (v.10), só o senhor conhece o coração de todos os homens e de fato conhece o nível de maldade.
V.10 "Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações."
Comentário: Como já foi dito,Deus como o único que verdadeiramente conhece o coração dos mesmos, para determinar sua natureza exata, bem como a natureza das obras que eles estiverem produzindo. Diz o hebraico, literalmente, “testo os rins", pois os hebreus atribuíam aos rins tanto as emoções como as faculdades racionais.
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Por: Andrei Quintanilha. Administrador do blog, bacharelando em Teologia pelo SETER.

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