OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

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OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS É SEXTA-FEITA 1. Na terceira vigília da noite (entre 00h e 3h) da sexta-feira, Jesus é levado preso ao sumo-sacerdote Anás sogro de Caifás (Jo 18:19–23), que depois o conduz ao próprio genro (Jo 18:24). Algumas horas antes (aprox. 22h da quinta-feira), Jesus havia vivido um momento agonizante no jardim do Getsêmani, onde a tensão era tão grande que ele exclamou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Nesse momento “suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44). Em seguida, acontece o momento da traição por parte do “filho da perdição” — Judas (aprox. 23h da quinta-feira), ao qual, o trai por trinta moedas de prata, então, Jesus é preso (aprox. 00h). 2. Estando-os na terceira vigília da noite, cumpre-se então o que Jesus havia profetizado a Pedro, que o nega três vezes e se arrepende amargamente. O fato de os oficiais do templo zombarem de Jesus como relata o evangelho de...

O MORMONISMO É UMA SEITA?

O MORMONISMO É UMA SEITA?

Introdução

            O presente trabalho pretende expor a origem e o desenvolvimento histórico (com uma metodologia apologética), dessa religião que vem crescendo de maneira espantosa no mundo todo, com mais de oito milhões de membros, 43 mil missionários em tempo integral espalhados pelo mundo e uma renda financeira em torno de cinco milhões de dólares por dia.  No Brasil os Mórmons contabilizam mais de um milhão de membros, sendo que o IBGE só reconhece pouco mais de duzentos e vinte mil membros residentes no Brasil, de qualquer forma, o número vem crescendo constantemente em nosso país.

            Os mórmons têm o costume de geralmente usarem terminologias cristãs, causando às vezes certa confusão entre os adeptos do cristianismo, sendo que muitas doutrinas atacam severamente a integridade das igrejas evangélicas e lançam dúvidas sobre várias doutrinas basilares da fé cristã. Quase sempre com uma camisa branca, calça e gravata azul-marinho, plaqueta de identificação na camisa escrita Elder seguido do nome da pessoa que usa a placa, eles vão em casa em casa geralmente em dupla evangelizando. Algumas características são notadas logo de cara, como a, repudia a qualquer tipo de vício, um fervor missionário intenso e a grande renda financeira da instituição.

            A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias tem seu principal templo na cidade de Salt Lake, Estado de Utah, nos Estados Unidos, com setenta por cento dos habitantes de Utah e mais de sessenta por cento dos habitantes de Salt Lake pertencentes ao mormonismo, o domínio é bem grande nessas áreas. Sempre com uma aparência simpática, com missionários geralmente jovens, eles vão pelo mundo todo espalhando a sua fé.


Seção 1- A origem da igreja Mórmon

            Apesar dos difíceis desdobramentos, e das inúmeras contradições históricas daquela que hoje nós podemos chamar de Religião Mórmon, suas “sementes” não é tão difícil de identificar, de “semente”, digo a respeito de suas origens.

            Tudo começou na mente de Joseph Smith Jr., o “profeta”, que em 1816 era conhecido do povo de Palmyra, Nova Iorque, como Joe Smith. O futuro “profeta” mórmon nasceu em Sharon, Vermot, em 23 de dezembro de 1805, filho de Joseph e Lucy Smith, tendo outros três irmãos. (MARTIN, 1992, P. 56).

            Seu pai Joseph Smith era um homem muito místico, e tambémvidrado em fazer buracos na cidade em busca de supostos “tesouros”, atividade essa, que tomava grande parte de seu tempo. Além de caçador de tesouros, o velho Joseph Smith também era ligado a um falsificador de dinheiro chamado Jack Downing. Em 1870, a revista Histórica! Magazine publicou o testemunho do Juiz Daniel Woodard, onde ele afirmava que de fato Smith era um caçador de tesouros e que havia se metido com falsificação de dinheiro, junto com seu comparsa Jack Downing. Após ter sido indiciado, Smith confessou todo plano e denunciou o seu próprio cúmplice, o que acabou o livrando da pena. Por sua vez, a mãe do futuro suposto profeta, também era muito ligada a ideais religiosas extremadas, e a superstições banais. (MARTIN, 1992, P. 56 - 57).

            No ano de 1820 deu-se início ao chamado do “profeta”. Nessa época ele alegou ter recebido uma visão portentosa, na qual o próprio Deus pai e Deus filho se materializaram e conversaram com ele, em uma mata onde ele estava orando. Os detalhes desse suposto encontro se encontra em seu livro A Pérola de Grande Valor, onde ele narra que nessa conversa os dois personagens expressaram de forma muito negativa as suasobservações da igreja cristã da época, e lhe anunciaram que por meio dele seria restaurado o verdadeiro cristianismo.O que chama bastante atenção, é que pouco depois do suposto ocorrido, Smith juntamente com o seu pai e irmão, reiniciaram a prática de procurar tesouros, deixando verdadeiras crateras nos estados de Vermot e Nova Iorque, pelo que tudo indica o futuro “profeta” não deve ter ficado muito impressionado com a tal visão celestial. (MARTIN, 1992, P. 58).

            Em 1823, Joseph Smith jr. novamente alegou ter recebido outra misteriosa visita, dessa vez, um anjo por nome Maroni apareceu ao lado de sua cama, provocando nele um forte tremor, logo depois Smith começou a falar das fenomenais “placas de ouro” que depois se tornariam o Livro de Mórmon. Segundo o seu próprio relato, nessa magnífica revelação, o anjo Maroni (filho glorificado de um homem chamado Mórmon, cujo nome dá título ao livro), apareceu ao lado de sua cama como já foi dito, e por três vezes apresentou a ele o chamado para sua missão (SMITH­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­, 2015, P.58).

            Esse relato só foi escrito por parte de Smith algum tempo depois, mas nem o espaço de tempo justifica as grandes contradições que se encontram principalmentenas primeiras edições do livro Pérola de Grande Valor, onde encontramos o nome Maroni atribuído ao anjo mensageiro. Porém, nas últimas edições, com a mesma autoridade, Smith diz que o tal mensageiro fora Nefi, outro personagem curioso que aparece no livro de Mórmon. Essa confusão nos relatos levou os escritores mórmons mais cuidadosos, a modificar os relatos posteriores de Smith, adicionando novamente o nome Maroni como sendo o suposto anjo mensageiro. (MARTIN, 1992, P. 58).

            Quatro anos depois do primeiro aparecimento do suposto anjo Maroni, em 1827, Smith alegou ter recebido instruções do mesmo anjo, que o mandou fazer uma escavação. Nessa escavação Smith teria encontrado umas placas de ouro com escritas em hieróflicos do “egípcio reformado”, um suposto idioma antigo que é desconhecido dos maiores especialistas no assunto. Como o rapaz não sabia ler o tal idioma, as placas já vinham acompanhados de Urim e Tumim (referência a Ex 28.30), instrumentos (pedras, óculos grandes) milagrosos que o ajudaram na tradução. Ele colocava sua “pedra vidente” dentro de um chapéu e em seguida colocava o rosto nele, milagrosamente as letras se convertiam para o inglês, e finalmente Smith ditava o texto para um escrevente, o resultado veio a ser, a primeira publicação do Livro de Mórmon. (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 94).

Seção 2 – A constituição da igreja e os fatos subsequentes

            Joseph Smith e quatro pessoas, incluindo seus dois irmãos, Hyrum e Samuel, organizaram em uma reunião no dia 6 de abril de 1830, a “Igreja de Cristo”, que hoje conhecemos como “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Tendo Joseph Smith como líder, as reuniões deram-se inicio em Fayette, Nova Iorque, move-se para Kirtland (onde foi inicialmente introduzida à infame prática da poligamia), Ohio, depois para Independence, Missouri, e finalmente para Nauvoo, Illinois. Foi em Nauvoo, que Smith concorreu como presidente dos Estados Unidos da América, foi quando alguns mórmons apóstatas levantaram a opinião pública contra ele causando grande confusão.Por isso ele foi preso e depois libertado por um grupo de mórmons na Câmara Municipal. Um pouco depois Smith, juntamente com seu irmão Hyrum, foram presos novamente. O que desencadeou a prisão de Smith novamente, foi que a prática da poligamia ao qual “o profeta” (ou “general”, como Smith gostava de ser chamado nessa fase) havia começado em Kirtland, começou a ser mais conhecida do restante da comunidade mórmon e também de pessoas de fora do grupo, foi então que John C. Bennet, um de seus antigos assessores, revelou a prática da poligamia em Nauvoo. A revelação de Bennet, e as constantes críticas, mexeram tanto com Smith, que ele ordenou a destruição do principal porta-voz dos que antagonizavam, The Nauvoo Expositor, uma publicação anti-mórmon. Logo depois, as autoridades do estado de Illinois resolveram intervir. Na espera pelo julgamento de empastelamento do jornal, o “profeta” juntamente com seu irmão Hyrum, foram mortos brutalmente, 1844, por grupo de aproximadamente duzentas pessoas, que invadiram a cadeia e os lincharam. (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 94), (MARTIN, 1992, P. 61).

Seção 3 – Um breve parecer sobre o sucessor de Joseph Smith

            Nascido em Vermont em 1801, BrighamYong foi o nono dos 11 filhos de John e Abigail HoweYong. Depois do assassinato de Smith, Brigham Young foi nomeado o líder pela maioria dos mórmons. Porém, alguns não aceitaram sua liderança e escolheram um filho do “profeta” para liderar, foi desse desentendimento que nasceu outra vertente do mormonismo, intitulada A Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias. Aos poucos surgiram outras divisões dentro do mormonismo e hoje existem no mínimo seis grupos de mórmons. Young líder do ramo principal teve 27 esposas e 56 filhos, era um exímio seguidor de Smith e liderava o grupo com força total. Um fato bem conhecido daqueles que estudam a vida de Young, porém esquecido de forma proposital dos historiadores mórmons, foi à chacina de mais de cem imigrantes (não mórmons), que ficou conhecida como “o massacre de Meadows”. Nesse episódio cruel, em 1857, por razões que apenas Young conhecia, ele mandou que o bispo John D, Lee destruísse uma caravana na qual estavam os imigrantes, praticamente indefesos. O bispo obedeceu a sua ordem, e vinte anos mais tarde foi preso, julgado, condenado à pena de morte e executado pelo governo dos Estados Unidos. (MARTIN, 1992, P. 62), (GUERREIRO MARTINS, 2002, P. 8).

            Young faleceu em 29 de agosto de 1877 e foi sucedido por John Taylor que possuía sete mulheres. John Taylor veio a falecer em 25 de julho de 1887, sendo sucedido por WilfordWoodruff, o qual declarou em 1890, a proibição da prática da poligamia entre os membros da seita, por causa de uma lei aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos que proibia tal prática. Depois de várias sucessões de líderes, chegou-se ao mais novo “profeta” Mórmon, nomeado em Janeiro desse ano, Russel M. Nelson assume o posto deixado por Thomas S. Monson, que morreu também em janeiro desse ano. (GUERREIRO MARTINS, 2002, P. 8-9).

Seção 4 – Literaturas e fontes de autoridade

            a) Bíblia: Os mórmons dizem crer na Bíblia como uma de suas “obras padrão”, com isso, eles querem dizer que consideram uma de suas fontes autoritativas: “Cremos ser a Bíblia palavra de deus, o quanto seja correta sua tradução” (Regra de Fé nº 8). No Brasil eles adotam a versão Revista e Corrigida, traduzida por João Ferreira de Almeida (ARC), geralmente eles escolhem as versões mais antigas.

            Com frequência eles citam a Bíblia, geralmente fora de contexto, e a consideram falível de várias formas. Os mórmons também dizem que a Bíblia é corrompida, por se tratar (segundo eles), de uma tradução incorreta através dos séculos, além de ter sido tirado dela “muitas coisas claras” (1 Néfi 13.26-28), tais como o livro de Jaser (Js 10.13 – Livro dos Justos, na ARA, livro do Reto, na ARC), Crônicas de Natã e de Gade (1 Cr 29.29) e outros. Interessante dizer que Smith editou a sua própria versão Inspirada da Bíblia, onde teve a oportunidade de escrever sua argumentação sobre o que teria sido “removido” através dos séculos, porém não o fez, pelo contrário, reduziu ainda mais a Bíblia.(RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 97).

            b) Livro de Mórmon: Publicado em 1830 como de autoria de Smith, o livro de mórmon também é chamado de “um outro testamento de Jesus Cristo” e “uma segunda testemunha de Cristo”, para todos os mórmons essa literatura é superior a Bíblia. Conta a vinda de Cristo ressurreto à América, onde ele teria pregado aos habitantes do continente, resultando na igreja cristã na América no século I, igreja esta que desapareceu no século VI com a morte dos suposto nefitas.

            Tem como o maior livro, o Livro de Alma, com 1.943 versículos, e o menor é o Livro de Jarom, com 15 versículos. Seus livros estão dispostos da seguinte maneira: 1º Livro de Néfi, 2º Livro de Néfi, Livro de Jacó, Livro de Enos, Livro de Jarom, Livro de Omni, As Palavras de Mórmon, Livro de Mosiah, Livro de Alma, Livro de Helamã, 3º Livro de Néfi, 4º Livro de Néfi, Livro de Mórmon, Livro de Éter, Livro de Moroni. O Livro de Mórmontotaliza 239 capítulos e 6553 versículos. É uma literatura que condena textualmente a Bíblia — em 1 Néfi 13.28,29 e 2 Néfi 29.3,6 - dizendo ser um livro "mutilado" e "cheio de erros", usado por Satanás para escravizar os homens.(GUERREIRO MARTINS, 2002, P. 9), (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 99).

            c) Doutrinas e Convênios: É uma coleção de 138 revelações dadas a Joseph Smith sobre vários aspectos das doutrinas e práticas da Igreja Mórmon. Muitas aberrações teológicas podem ser lidas nesse livro, um exemplo claro é a apresentação de Deus como tendo carne e osso. Contém ainda duas Declarações Oficiaissobre a suspensão da prática da poligamia (nesta vida) e o fim da restrição dos sacerdócios mórmons aos homens de descendência africana.(RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 106).

            d) Pérola de Grande Valor: Contendo quarto elementos: Livros de Moisés, Livro de Abraão, Escritos de Joseph Smith Regras de Fé, esse livro talvez seja o mais falacioso,muito por causa da alegação que os mórmons fazem que o livro de Abraão,teria sido o próprio Abraão que teria escrito. Porém, muitos eruditos examinaram os papiros deste livro, e chegaram à conclusão que não passava de um texto pagão conhecido como Livro das Respirações.(RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 107).

            e) Discurso do Ancião King Follet: Os principais temas abordados foram à divinização do homem e a humanização de Deus. Por conta desse discurso, surgiu à máxima de Lorenzo Snow, um líder mórmon da passagem do século XIX para o XX: “O que o homem é agora, Deus já foi, O que Deus é agora, nós seremos depois.” (GUERREIRO MARTINS, 2002, P. 10).

Seção 5 – Doutrinas do mormonismo

            a) Sacerdócio de Aarão: Em maio de 1829, Joseph Smith relatou que na época em que fazia o trabalho de tradução do Livro de Mórmon, auxiliado por Oliver Cowdery, tiveram um encontro com João Batista enquanto oravam em um bosque pelo batismo para remissão de pecados. João Batista impôs-lhes as mãos, ordenando-os assim ao sacerdócio de Aarão. Depois disso, Joseph e Oliver batizaram-se um ao outro, conferindo – se mutuamente o Cacerdócio.(RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 110).

            b) Sacerdócio de Melquisedeque: Por causa da Bíblia claramente ensinar a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque em comparação ao de Aarão, eles tiveram que rever o seu posicionamento, introduzindo um novo conceito. Algum tempo depois da constituição do sacerdócio de Aarão, provavelmente entre maio e junho de 1829, Joseph e Oliver Cromwell alegaram terem recebido uma visita de Pedro, Tiago e João, conferindo-lhes o mencionado sacerdócio de Melquisedeque, o qual lhes deu o poder de impor as mãos para receber o dom do Espírito Santo. Segundo o ensino do mormonismo, somente os que possuem o sacerdócio de Melquisedeque podem conduzir à Igreja e pregar o Evangelho em todas as partes do mundo, realizando as atividades do templo e orando pelos enfermos: “O poder e autoridade do maior, ou seja, do Sacerdócio de Melquisedeque, é possuir as chaves de todas as bênçãos espirituais da igreja — Ter o privilégio de receber os mistérios do reino do céu, de que se lhes abram os céus, de comunicar-se com a b assembléia geral e igreja do Primogênito; e usufruir a comunhão e presença de Deus, o Pai, e de Jesus, o c mediador do novo convênio.” (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 111), (DOUTRINAS E CONVÊNIOS, 2015, SEÇÃO 107. 1-22).

            c) Doutrina do progresso eterno: O mormonismo ensina que somos tão eternos quanto Deus. Para atingir a perfeição e deidade, teríamos de passar por quatro estágios da vida:

            1) existíamos eternamente como "inteligências" (apoiam-se em Jr 1.5; veja 1 Co 15.46);

            2) progredimos daí para o mundo de espírito pré-mortal onde nascemos por procriação de Deus com uma de suas esposas;

            3) o terceiro estágio do progresso eterno é nossa presente provação mortal;

            4) nossa posição depois da morte depende das nossas obras nesta vida. Quem não fizer o bem, pode esperar chegar somente até a Glória Telestial. Agora, quem for bom mórmon, pode esperar a Glória Celestial e, possivelmente, a deidade.  (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 112).

            d) Doutrina dos três “locais de gloria”:

            1) Reino Telestial para onde vão os ímpios do mundo.

            2) Reino Terrestrial para onde vão as pessoas boas que não foram mórmons.

            3) Reino Celestial reservado somente para os mórmons, onde os mórmons que se casaram no templo e se tornaram dignos chegam à exaltação ou deidade.

            O Inferno ou a Segunda Morte é reservado para diabo e
seus anjos, e para os mórmons apóstatas. .  (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 112).

           
e) A doutrina de Deus: Segundo o próprio Joseph Smith, os mórmons crêem no politeísmo e não no monoteísmo que a Bíblia ensina, como ele mesmo diz: "Eu sempre declarei que Deus é um personagem distinto, que Jesus Cristo é um personagem distinto e separado de Deus, o Pai, e que o Espírito Santo é outro personagem distinto e é espírito; são três personagens distintos e três deuses".  Além que crêem que Deus tem carne e ossos. (ENSINAMENTOS DO PROFETA JOSEPH SMITH, P.361), (DOUTRINAS E CONVÊNIOS, 2015, SEÇÃO 130. 22).

            f) Jesus Cristo: Os mórmons ensinam que Jesus foi criado como filho espiritual pelo Pai e Mãe no céu e que Lúcifer era seu irmão. Ensinam que Jesus não foi gerado do Espírito Santo, e ainda que Jesus tivesse sido casado com pelo menos três esposas.

            Uma das coisas mais terríveis de seus ensinamentos é sobre a expiação de Cristo. Segundo eles o sangue de Cristo não é suficiente para expiar todos os pecados, dizem que certos pecados podem ser expiados pelo sangue do próprio pecador. (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 117).

            g) A família divina: A compreensão dos mórmons a respeito da divindade, é simplesmente abominável. Eles crêem que a divindade é uma família composta por Deus e suas esposas, seus filhos (Jesus e Satanás) e ainda várias noras, genros e netos. Todos vivem em uma poligamia sem fim.  (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 116).

          
  h) Salvação: A salvação no mormonismo é alcançada pela fé, arrependimento, batismo para remissão dos pecados, boas obras e obediência às leis e ordenanças do "evangelho, de acordo com os ensinos da “Igreja Mórmon”. O mormonismo não entende a salvação como sendo por meio da graça, mediante a fé em Jesus Cristo. (RINALDI – ROMEIRO, 1997, P. 119).

Conclusão

          
  Como pude expor, o mormonismo se caracterizou ao longo da história por ser desde sua origem, uma religião bem contraditória, polêmica e inconstante no aspecto doutrinário. Grandes estudiosos mórmons não têm medido esforços em busca de uma boa argumentação para defender a historicidade e veracidade dos escritos de Joseph Smith e seus sucessores, porém todos esses esforços não têm demonstrado grandes resultados, pois cada vez mais seus escritos têm caído em descrédito para estudiosos de diversas áreas de pesquisas, principalmente no campo da arqueologia, pois quase todos os dados históricos mencionados nos escritos não foram encontrados até hoje.

            Não podemos perde de vista que existem realmente pessoas realmente sinceras (como diria Paulo Romeiro: “sinceramente erradas”) em sua prática de fé, porém uma coisa que elas nunca poderão dizer é que “ninguém avisou”, pois o que mais se tem hoje, principalmente com o advento da internet (fora a vasta produção literária em nossos dias), são informações a respeito de todas as contradições históricas e doutrinárias de sua religião.
           
Referências bibliográficas

RINALDI, Natanael; ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas, 1 ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1996.

MARTIN, Walter. Império das seitas vol. II, 1 ed. – Minas gerais: Editora Betânia S/C, 1992.

MARTINS, Jaziel Guerreiro. Seitas, heresias do nosso tempo, 2 ed. Ampliada – Curitiba: A.D. Santos Editora, 2000.

F.PARRY, Élder Edwin. Ensinamentos do profeta Joseph Smith. Extraído de seus sermões e escritos, conforme se encontram em “documentary History of the Church.”

A PÉROLA DE GRANDE VALOR, coletânea das revelações e relatos de Joseph Smith, 2015.
https://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language-materials/33569_por.pdf, acesso em: 14/11/2018.

DOUTRINAS E CONVÊNIOS, de a igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 2015.
https://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language-materials/33569_por.pdf, acessado em: 14/11/2018.

O LIVRO DE MÓRMON, outro testemunho de Jesus Cristo, 1997, 2015.
https://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language-materials/59012_por.pdf

— ANDREI QUINTANILHA. Cursando o Bacharel em Teologia, pelo Seminário SETER em São Gonçalo, RJ — Novembro de 2018.

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